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Chás e Fitoterapia para Gastrite e Queimação Estomacal

O que é?

A gastrite consiste na inflamação da mucosa que reveste internamente o estômago. Fisiologicamente, ocorre devido a um desequilíbrio entre os fatores agressores (como o ácido clorídrico e a pepsina) e os fatores protetores da parede gástrica (como o muco e o bicarbonato). Essa condição pode ser desencadeada por estresse crônico, má alimentação, uso prolongado de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) ou infecção pela bactéria H. pylori. A fitoterapia atua de forma muito eficaz como protetora gástrica. Plantas medicinais ricas em taninos, triterpenos e mucilagens agem diminuindo a secreção ácida gástrica através do bloqueio de receptores específicos ou fornecendo uma película física protetora que reveste a mucosa inflamada, acelerando a cicatrização de lesões e úlceras e reduzindo a dor e a queimação gástrica.

Sintomas Comuns Associados

  • Dor ou sensação de queimação na parte superior do abdômen (epigastralgia)
  • Azia, refluxo ácido e queimação que sobe em direção ao esôfago
  • Sensação de estômago excessivamente cheio ou pesado após comer
  • Náuseas frequentes, vômitos ou perda de apetite
  • Arrotos constantes e estufamento gástrico
  • Sensação de saciedade precoce durante as refeições

Chás e Ervas Recomendadas

Espinheira-santa (Monteverdia ilicifolia)

Por que funciona: Rica em taninos e triterpenos, reduz a secreção ácida estomacal e eleva o pH gástrico, além de aumentar o muco protetor da mucosa, acelerando a cura de gastrites e úlceras.

Melissa (Melissa officinalis)

Por que funciona: Alivia espasmos musculares do estômago e tem excelente ação calmante, sendo ideal para tratar dispepsia e gastrite de fundo emocional ou nervoso.

Hortelã (Mentha piperita)

Por que funciona: Seus óleos essenciais reduzem as contrações dolorosas das paredes estomacais, aliviando a dor espasmódica e estimulando a digestão.

Referências Científicas

  1. Tabach, R. et al. (2003). Evaluation of antiulcerogenic activity of Monteverdia ilicifolia (Espinheira-santa). Journal of Ethnopharmacology.
  2. Anvisa. Monografia da Planta Espinheira-santa. Portal da Saúde.
  3. World Health Organization (WHO). Monographs on Selected Medicinal Plants.